quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O homem no fim do começo.

Anti-humanismo em letra - primeiros momentos...

Para alguns não é uma grande novidade, para outros, nem sequer é uma questão.
Da forma ao conteúdo, o que chamamos de homem, símeo de recente idade, já não mais responde as turvas origens biológicas as quais teoricamente fez parte. Das ferramentas primitivas, extenções que acabaram moldando braços e polegares, aos fluxos elétricos que controlam batimentos cardíacos, ou operações comunicacionais, o homem dissocia-se cada vez mais de sua forma conservadora.
Não há o que temer, nem o que deter. Não é que nos tornaremos máquinas, já as somos, "máquinas de máquinas". A vida, desde sua mais simples configuração, tem nessa metáfora sua mais clara condição. Máquinas dependentes da apropriação. Apropriam-se de suas iguais, e lhes dão funções, fazem-lhe orgões, apropriam-se de suas diferentes, as consomem e as submetem a hierarquia da força.
Chega de prezarmos por um ente que nunca existiu, abalemos as estruturas do pensável, do possível e tornemo-nos fluxo, choque, meio, sinapses. Anamorfoses.

Não há nada para prezervarmos, devemos tornarmo-nos aberrações de nossas vontades, monstros de nossos desejos. Levados pelos instintos, pulsões...

Se assim não postarmo-nos, seremos levados pela máquina social, castradora e ditadora, que nos tornará mostros de nós mesmos... opacos em olhos, vazios em mentes, secos em desejo, nulos em vontades...

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